sexta-feira, 1 de julho de 2011

Insanidade

Um dia descubro por que ando sozinho
Esperando o meu caminho
Exausto com meus pensamentos insanos
Nômade solitário de canto em canto
Por escolher uma vida sem lar
Talvez o mundo tenha se calado
E seu deus esteja cansado
Talvez não devêssemos pensar

Eu só peço a deus
Um pouco de insanidade
Pois sou humano e não mereço a bondade
Serei um sábio sem ninguém para amar

Besteira sobreviver sobre essa paisagem
Procurando o frio em uma lareira
Sentindo o sangue, sem gosto certo
Coração continua a pulsar
Um amor serrado
Mas nada que resseque
E continuo a pensar



terça-feira, 24 de maio de 2011

Vinte e Dois de Maio


Sem enxergar sua voz
Ouço seu olhos no meu ouvido
Sussurrando sem perigo
Nós dois a sós.

Juntos em pleno dia
Em cima de uma árvore
O céu se abre
E eu já sabia.

Amenize minha dor
Me abraçe por favor
Apenas um beijo eu lhe peço
Com estes simples versos.

Nosso amor é uma prisão
Sem ao menos pensar
Nunca sentiremos pesar
Jamais lhe direi não.

Presos à uma felicidade eterna
Em um túnel escuro
Com medo do futuro
Eu sou sua lanterna.

Ilumine minha vida
Anjo da felicidade
Compartilho sua vontade
Mas estamos sem saída.

Ilimitado tempo, juntos
Amor inexplicável
Sentimento inexorável
No nosso simples mundo.

Complicados nos entendemos
Sua mente no meu coração
Meu coração, em sua mão
Aceite, assim sendo.

Sempre lhe amarei
Lindo anjo
Se pôs em canto
Logo me deparei.

Ser mais lindo
De costas para mim
Ao seu coração digo sim
Por vez limpo.

Não consigo me expressar
Do jeito que desejaria mostrar
Todos meu sentimentos
Mas logo me lembro.

Que um dia
Ao relento
Nos beijamos ao vento
E assim seria.

Com todas as palavras
Todas as ações
Citando suas canções
Iremos voar sem asas.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Veris Regen

O mesmo amor que me aflingia, e me tornou um covarde, medroso. Hoje me traz felicidade e regenera minha alma. A espada que me cortava hoje trabalha em minhas mãos, semeando uma vida. Os abismos que me atormentavam, hoje são apenas obstáculos, são apenas um percurso e atravessados com um eu te amo. Os labirintos que me prendiam , hoje me soltam e trazem a felicidade, liberdade.
Eu estou satisfeito com minha vida, não procuro pensar mais, não procuro promessas, não atraio problemas. Sinto-me apenas como um bom amigo, um bom amante. Pessoas hoje são apenas pessoas, eu não sou superior que ninguém , meu orgulho deixo pra trás junto com o arrependimento. Se algo fiz alguma vez, de nada me arrependo. Pois a vida é um dicionário sem palavras.
Amizades excepcionais eu possuo hoje, mas apenas com o perdão de mim mesmo obtive isso, todos podem tudo, portanto que se conheçam, seus limites e seus objetivos...

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Veris Consetti


Mesmo assim me encontro sozinho, escrevendo ao luar, sofrendo o alheio, conhecendo o limite, destruindo a consciência ,ontra todas as espectativas caminho contra a chuva, na direção do vento, me procuro sob a imaginação.
Mas nada temo pois o medo só é alimentado de ilusões boas, más, minhas amigas, piores aliadas, melhores inimigas. Me conformando com o banal, sinal de anormalidade casual, vírus forjando correntes e costurando laços de almas perdidas, vínculos partidos, mentes marcadas do sofrimento, miséria... Felicidade perdida, uso das preces e desperos do pesar inadequado aos poderes humanos.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Veris Quo


Imaginação correndo pelas alamedas...Imaginação escorrendo pelas mentes jovens...Imaginação examinada por fracos...Imaginação parada na sua mente...Imaginação guardada em suas mãos...Imaginação executada pelos fortes...

O som do meu coração ardente faz minha alma clamar pelo silêncio...O que simples atos podem transformar em uma febre incontrolável...Um sentimento que se opõe com a razão, ódio de alguém que se ama, confiança no inconfiável, guardar as cartas expostas na mesa...


sábado, 30 de abril de 2011

Entardecer da Aurora


As folhas voam, o vento sopra, o gelo queima, o fogo se esvai
Coração se icendeia, ilumina uma parte, escurece a razão
Morte trazida pela fé, treinada para amar seu deus
Que morreu por você, eu, nós estamos desrespeitando, julgando nossa real natureza?

Cavaleiros trazem à terra a bandeira da paz
Manchada de sangue inocente, espada limpa, fé suja.
Parceiro ao incontestável deus sagrado, incontinente.

O rio flui, a pedra cai, a pele morre junto com a crença no desconhecido, o acreditar no indefinido, a tão procurada fé!
Traz esperança aos fortes e desespero aos fracos.
Risadas aos mortais, lágrimas aos heróis!

Nem que a morte do entardecer da aurora rejuvenesça o anjo ceifador, a busca infinita pela essência do mirari nunca acabará. Eis aqui minhas palavras de ser mortal que paira sobre o universo de gravidade absoluta, e paz obsoleta.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Inferno! ... Árido...Gelado....


Fúria destinta do ódio e semelhante a luz, que relude sobre meus olhos iluminando o resplandecer do inferno. Este que habita meu ser desde que abri minha mente ao amor, inferno não como um vulcão ardente e quente, mas sim como um deserto gelado e árido.
Areia fluente como o mar, mas áspera e cortante tal qual as suas palavras sobre mim, cada minuto que dói mais penso em sua pele macia e suave, o único motivo para continuar com minha viagem sobre o deserto árido e gelado que reside dentro das celas de meu coração.
Procurei a verdade, e cheguei a uma única conclusão, a verdade somos nós que fazemos.
O medo segue aqueles que refratem o pesar ao próximo, sentimentos sem zelo não se trancam em grandes portas nem se esquecem, tais são mostrados a flor do pensamento no auge do combate entre fogo e gelo.
Para que descrever seus sentimentos e pensamentos em palavras se tais são expressos? Eis a questão, tal ato pode ser considerado uma ação de fraqueza à aqueles que não conseguem lidar com seus fantasmas.
Muitas vezes perguntas sobre a morte me vêem ao consciente, conclusões são formadas sem um único termo real , mas também não considerado uma mentira, apenas uma teoria em modo figurado.

Morte não é um castigo, o ser humano apenas não merece a imortalidade.