quarta-feira, 20 de julho de 2011

Felicitações

Amigo, aquele que anda, ataca e crítica
Caminha, protege e corre
Sentimento que nunca morre
Lhe socorre na neurítica 

A quem recorrer
Quando não se tem onde ir
Alguém pra te fazer feliz, rir
Te alegrar, entreter

Nada muito complexo
Não muito simples de explicar
Nada estranho e sim familiar
Nada de inconexo

Parabéns , felicidades, congratulações
À todos os amigos
Pouco ou muito queridos
Sempre unidos, ao milhões



terça-feira, 19 de julho de 2011

Ode à Vingança

Humanos procuram a paz
Estado presente em si mesmo
Respostas, resultado esmo
Geralmente fugaz, com sorte tenaz

Nada à perder, arriscar
Sem nome sem alma, ódio
Logo se repete o episódio
Em fim só lhe resta apreciar

Tamanho golpe, estrago
Mente fria, obscura
Vive à base da tortura
O que lhe alimenta, seu afago...

Medo ou perdição?
Mero ser solitário
Não sabe quem é o adversário
Vingança é seu amor, sua paixão?

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Pra você

De noite, ligo para você esperando uma resposta... Você atende e com uma voz meio cansada sussurra no celular-- O que foi? repondo-lhe rapido -- Veja o evernote!

Tu não sabes
O bem que me faz
Seu abraço apertado
Teu beijo molhado
Dois corpos suados
Juntos a dançar
A dança do amor
Singelo calor
A alma a cantar
Eu amo você
Espero te ver
Quando nada enchergar
Paro no seu olhar
Me ponho a pensar
Será que sou eu
Nós dois ou você
Que tem essa coisa
De saber amar...
Um rio de água fria
Se põe a fluir
Tu longe à rir
Me faz sorrir
Saindo à nadar
Direção: Mar
Lugar mais aberto
Compromisso sem veto
Casados em corpo
Unidos em alma
Seguimos essa estrada
Essa é a história, eu e ela
Um rapaz louco e uma moça bela
Que acabaram a morar na favela

Depois de alguns minutos ela retorna uma ligação para mim, com algo inesperado. Ela também havia escrito um poema para mim, rapidamente como um piscar de olhos.

Ainda me é estranha essa alegria que me faz sorrir de olhos estreitos, um sorriso sincero nos lábios meus. Lábios teus.
Dizem que isso se chama amor. Eu, particularmente, prefiro não chamar. Deixar assim como está, um sentimento sem palavras que o possam descrever. Assim como eu, assim como você.
E quando eu tremo e penso isso estar se extinguindo pra você, meu celular toca. Ouço a sua voz sussurada, e juntos sussurramos pela madrugada. Não sei exatamente o por quê, mas por isso amo você. Por ser essa pessoa imprevisível, carinhosa. E aí vem você e ri da minha cara, diz que sou manhosa.
E porque, a cada vez que nos encontramos, é aquela alegria. Menos no final do dia. Porque é quando você precisa ir, e então tenho de levantar a minha cabeça do teu peito e fingir. Fingir que tudo bem, é fácil a despedida... Mas não é! Eita saudade desmedida!
Essas linhas bonitas são todas pra você,
O amor da minha vida.

Ela: Cheirando Pó de Cal 

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Instinto, medo

Palavras no ar, confusão
Frases ao vento, medo
Vontade livre, rochedo
Amizade e amor, explosão

Um ao outro à incompatibilidade
Vontade insaciável, será que abominável?
Uma proposta irrecusável, talvez saudável
Ter que superar essa temeridade

E depois a gente pensa
Pra que tentar, sofrer ainda mais?
Repetir o processo de novo, jamais
O final só é feliz depois que se tenta

Procure um lugar, longe, ao luar
Sondar o pensamento, tentar não julgar
Consciência, o mais à importante altear
De pouco em pouco à aditar

Resistência

Após uma obstáculo ultrapassado
Outro se mostra aparente
Por sua vez mais resistente
E agora vem preparado, afiado

Tudo isso é minha vida
Eu me pergunto a cada dia
Se eu não estivesse nisso, onde eu estaria?
Louco, mente confundida repleta de eufonia

Encarar o medo, talvez
Dogma contestado apenas na ideia
Queimando o pensamento, candeia
Meu corpo e mente em languidez

Desafio aparentemente complicado
Se o cumprir serei consagrado
Talvez tanto quanto marchetado
Mas ao terminar, absoluto regenerado








Obs: O segundo verso é uma citação da música: Como um vício - Gabriel o Pensador

sexta-feira, 8 de julho de 2011

caminho

Você de onde vem?
Aproximou-se perguntando se estou bem
Respondi, é culpa de alguém
Esse alguém sabe quem

A noite se aproxima cintilante
Eu permaneço oscilante
Com um objetivo estimulante
Desistir seria auto-flagelante

Andando com um meta
Correndo em linha reta
Talvez errada ou discreta
Sem medo, calmo e sem pressa

Feliz, animado, mesmo cansado
Tenso, medroso, um caminho tisnado
Ausência, saudade, lhe apresento meu estado
Força, coragem, coração ante crivado

Já passamos do prelúdio
Lutaremos juntos
Esconderemos os vestígios
Escritos os primeiros traços

Resistir agora é inútil
Procuro um ato útil
Desistir seria fútil
Conserto o que era sútil

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Recomeço

A mente obscura e maligna
Talvez alegre ou aflita
Vasculha todos os sentimentos
Buscando outro tormento

Coração livre de rancor
Nasceu aprendendo com a dor
Crescendo até chegar ao pódio
Viveu acumulando ódio

Overdose de pensamentos
Conclusões voando ao vento
Sem medo ou coragem
Me escondo em folhagens

Nas árvores do seu cérebro 
Pacientemente eu espero
Que esta floresta se abra
Para um mundo que nunca se acaba

Um novo tempo começa
De passo em passo, peça em peça
Venceremos o jogo da vida
Iniciaremos a contrapartida