terça-feira, 26 de abril de 2011

Abismos de Sangue


Andando sozinho sem esperança
Em um mundo de trevas
De todas as almas que morreram por mim
Apenas uma alma sobrou comigo
A alma da dor.  


Pela espada do destino
Empunhada em minhas mãos
Me pergunto a razão dos meus atos
Cercado de ilusões
Ilusões minhas, nada mais do que...
Os frutos de minha plantação
Mal plantada e bem semeada...
Mas nada perde suas origens.


Sentindo a culpa queimando meu coração
Me pergunto se é apenas um sentimento
Ou se está me queimando vivo
E me pergunto de novo 
Por que? Por que tudo isso.


Perdão, espero obter
Para tentar me redimir diante dos erros
Cometidos pela ganância de conhecimento
Conhecimento que não poderá mais ser transferido
Devido a minha ganância
Ganância devoradora de vidas 
E assassina de sonhos.


Será que um dia tudo isso será esquecido?
Não, pois a dor traz o conhecimento
Dor que pude vivenciar durante sete meses inteiros
Conhecimento que não pude repassar
Ganância, maldita ganância.
Destruidora de amores.


A verdade; tudo que sei,
Tudo que não posso falar
Essa é a verdade. 
Aos poucos que sabem e que procuram saber
O apredizado não é eterno
E sim, o amor.


Amor eterno , no qual o meu foi perdido
Areia escorrendo entre meus dedos
Só fechei minha mão para segurar minhas lágrimas
Chorando sem braços para me acolher
Procuro meu eu liríco, meu melhor amigo
Aquele que me ensinou tudo
Aquele que criou minha maldição.


Sede de conhecimento
Nunca saciada, e eu apenas eu
Na procura do conhecimento
Conhecimento que nunca me traiu
E sim eu a ele.


Em abismos caí durante minhas jornadas
Jornadas solitárias ao longo da minha mente
Labirinto com milhares de saídas
Mas nenhuma entrada.


Como eu posso viver sem alguém na minha vida?
Como eu posso viver não permitindo outras pessoas ao meu redor?
Eu lhe respondo com toda a sinceridade
Eu vivo sofrendo e sozinho mereço viver.


Na noite caminho entre bosques brilhantes e verdejantes a luz do luar
No dia corro entre plantas secas e o chão rachado, na escuridão do pensamento.
De que adianta correr dos seus medos?
Me pergunto então quais são eles?
Apenas um.


Eu mesmo. Me rasgo entre plantas correndo no labirinto
Saí milhares de vezes
Nunca entrei, ele veio até mim.
Como um pesadelo do destino
Mas como pode o destino existir?Se tanto lutamos pelo livre arbítrio.
Tal liberdade nos livraria do futuro decidido.


Então me questiono outro vez
Por que viver do futuro ou muito menos do passado
Do presente ou do destino atríbuido a você
O objetivo é viver a vida


Viver é errar e se perguntar o por quê
A vida é um erro. E incrívelmente lutamos por ela
Do mesmo jeito que nos escondemos da chuva debaixo de algo.
Lhes falo por que viver a vida.


Quem vive do futuro sofre de cansaço e de arrependimento.
Quem vive do passado sofre tentando consertá-lo
Quem vive do presente se machuca, agindo sem pensar
Quem vive a vida cria o próprio mundo, não perfeito mas onde se possa viver em paz
Agora lhes falo o que é viver a vida.


Para viver a vida não se pensa antes de agir 
Nem agir antes de pensar
Se age pensando
Pensando como se sua vida dependesse daquilo
E agindo como se fosse o último suspiro de oxigênio poluído pela população estúpida.


Eu sou o cidadão mais estúpido que conheço
Portanto para deixar vocês com raiva
Me pergunto outra vez
Por que estou escrevendo isso?


Aprendi que não sou melhor que ninguém, muito pelo contrário sou muito pior.


Pessoas que entram nas vidas das outras sem medirem o tamanho do abismo
Abismo que nós mesmos cavamos e o preenchemos com o nosso próprio sangue
Sangue melhor que o de ninguém
Pior que o de ninguém
Apenas sangue, o incrível representante da dor e do amor


Amor igual a um vício, uma droga
Te prende a uma ilusão um paraíso cheio de anjos, anjos que te cortam
Cortam com a sua esperança, sua ganância, seu medo, seu orgulho
Anjos, que são os seus amigos, amigos que eu costumava escutar
Deixei de escutar por um orgulho próprio que me fez acreditar em demônios
Demônios que se escondem nos abismos de sangue escavados com nosso suor sagrado.


Suor que acabei desperdiçando com sentimentos alheios de prazer
Prazer que não traz felicidade, prazer temporário...felicidade infinita mas não indestrútivel
Com essas palavras repito que meu único e maior medo sou eu mesmo
A culpa nunca é de ninguém, mas sempre uma pessoa a assume por ser generosa
As vezes elas não aguentam, as vezes elas a passam para outra
Ciclo infinito de concreção de sentimentos inpúros.


Sentimentos que perfuram os restos injustiçados de confiança que foram conspurcados
Sujos pelo orgulho indecente que escalou a cova do medo
Trazendo os males mais temidos das suas faculdades
Que se formaram aprendendo com os erros
Erros que hoje me perturbam.


Sou o campeão das piores perdas
Perda do amor
Da amizade
Da esperança
Da vida
Da coragem.


Mais uma vez uma mão forte segurando um escudo
Minha mão segurando minha mente
Mente debilitada pelo combate contra a realidade
Realidade tão suja e corrupta que não quis aceitar
Aceitação obrigatória para aqueles que a questionam.

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